Choosing Wisely e Cuidados Paliativos – O que podemos transferir para a medicina veterinária?

A exemplo do que vem acontecendo pelo mundo desde 2012, quando a American Board of Internal Medicine Foundation (ABIM) lançou o movimento choosing wisely, as sociedades médicas do Brasil também tem se engajado nessa discussão.


A ideia do conceito choosing wisely, que em português significa “escolhendo sabiamente”, é avaliar o que é necessário ou não para proporcionar um cuidado mais seguro e eficaz, a fim de reduzir desperdícios no sistema de saúde e promover a segurança do paciente.


Nesta terça-feira (17/12), a Comissão de Cuidados Paliativos da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) divulgou os resultados da iniciativa “Choosing Wisely – Cuidados paliativos para a pessoa idosa”.


Os resultados apresentados no quadro abaixo trazem cinco indicações mais relevantes de condutas que não devem ser adotadas por profissionais de saúde na atenção de idosos em contexto paliativo.


Embora a publicação da SBGG seja resultado de uma pesquisa realizada com profissionais de saúde humana, muitos desses resultados podem fomentar reflexões que se aplicam também na assistência prestada por médicos veterinários a animais idosos em cuidados paliativos.



Escolher sabiamente, pode significar mais do que ter embasamento em evidências, muitas vezes pode ser difícil proceder com uma prescrição parcimoniosa de medicamentos ou a ponderação cuidadosa sobre riscos e benefícios de intervenções diagnósticas e terapêuticas.


Médicas e médicos de família e comunidade têm identificado riscos e limitações das ações preventivas, mostrando que nem todas elas são ética ou cientificamente justificáveis. Esse é o escopo da prevenção quaternária, que visa poupar as pessoas de sobremedicalização e procedimentos desnecessários.


Não basta que uma intervenção médica faça sentido do ponto de vista fisiológico: é necessário comprovar sua eficiência por meio de ensaios clínicos com o mínimo de vieses possível, e que estudem desfechos relevantes como qualidade de vida e mortalidade.


As recomendações abaixo foram resultado de uma pesquisa realizada através de um questionário com 1.038 profissionais de saúde e pesquisadores de todo o país. Muitas dessa medidas podem ser desproporcionais também para animais na fase final de uma doença terminal, lembrando sempre que devemos avaliar cada caso individualmente, considerando a biografia e complexidade de cada paciente e de cada família. Fica a reflexão! Mais: https://bit.ly/ResultadosChoosingWiselyBR?fbclid=IwAR3WpqlumkBzyltTy8ff88I3UDx_doMuQc5tASgsKRMp__AUen_DYAKKLJU



40 visualizações
  • Instagram

©2019
INSTITUTO KAIRÓS S V LTDA - CNPJ 31247601/0001-27 - Rua Vinte e Seis de Abril, 118, Vila Esperança - São Paulo, SP